Cruzada contra o “Estado Profundo”: segundo Trump, o Estado Administrativo tradicional norte-americano tem uma agenda política contrária aos interesses do seu governo e ao que ele diz serem os interesses da nação.
Foto: REUTERS / Leah Millis
Flávio Limoncic, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
O atual presidente dos EUA dissemina teorias conspiracionistas para minar os freios e contrapesos da democracia americana e implementar uma agenda política muito difícil de ser viabilizada por caminhos institucionais
O ditador Viktor Orbán, com seu slogan “Make Europe Great Again”, e o presidente dos EUA Donald Trump: governo da terra da democracia está aplicando cada vez mais os ensinamentos do manual de autocracia do presidente da Hungria que se perpetua há 15 anos no poder.
Fotos de Paul White e Evan Vucci (AP Photo)
Como a supressão da liberdade de expressão e o amordaçamento da imprensa, estratégias autoritárias de controle social típicas do ditador húngaro Viktor Orbán, estão sendo aplicadas de forma semelhante pelo governo Trump
Bonecos russos tradicionais de madeira representando o presidente chinês Xi Jinping, o presidente Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin são expostos para venda numa loja de recordações em São Petersburgo, Rússia.
AP Photo/Dmitri Lovetsky, Arquivo
Como solucionar o aumento da importância do BRICS, a formação do eixo Moscou-Pequim, a aproximação entre russos, norte-coreanos e iranianos, além da conscientização de que a dependência do dólar deve ser diminuída pelo Sul Global? Este é o quadro que deve ser analisado na atual postura de Trump.
Donald Trump, Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin: sob a lógica da segurança como ativo de negociação, busca por vantagens estratégicas superará compromissos normativos na geopolítica mundial.
AP Photo/Aurelien Morissard (Trump e Zelensky, e Pavel Bednyakov (Putin)
Sob Trump, os EUA reconfiguram a segurança como um ativo negociável, descartando alianças baseadas em valores comuns e adotando uma lógica transacional, baseada na imposição e na força
Donald Trump em pose estudada de força e poder:
Kevin Dietsch/Getty Images
Embora a 22ª Emenda proíba Trump de ser eleito presidente novamente, ela não o proíbe de servir como presidente depois de 20 de janeiro de 2029. Um estudioso de política e história explica.
Algemados e curvados: foto mostra as condições desumanas nas quais os 250 deportados venezuelanos chegaram à prisão em El Salvador.
Foto: Presidência da República de El Salvador
El Salvador já possui a maior taxa de população carcerária do mundo, e o governo dos EUA pretende aumentar ainda mais esse número.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, presenteia o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com um ícone religioso pintado na tampa de uma caixa de munição.
EPA-EFE/Ukranian presidential press service
Vladimir Putin agora terá que ponderar como manter uma redefinição com os EUA e, ao mesmo tempo, pressionar por mais sucesso militar no campo de batalha.
“Reagan teria odiado isso”, diz o cartaz da ativista em protesto nesta quarta-feira na frente da embaixada estadunidense em Kiev, capital da Ucrânia.
AP Photo/Efrem Lukatsky
Personagem até há pouco improvável no conflito, Donald Trump demoliu 80 anos de liderança americana do pós-guerra ao tornar-se aliado da Rússia e de países que os EUA consideravam adversários
Participantes tiram selfies com imagens de Trump na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC): para observadores externos, afirmação de uma nova “era de ouro” pode parecer estranha, mas para partidários do presidente americano sua própria volta ao poder já é um sinal disso.
Andrew Harnick/Getty Images
O encontro da CPAC deste ano foi uma volta da vitória para os apoiadores de Trump, que dedicaram seu tempo no evento para elogiar o presidente e suas realizações
Donald Trump durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), dia 22 de fevereiro: crítica ao conceito de “engenharia social” é estratégia do presidente para descontinuar ações afirmativas tradicionalmente bancadas pelo governo, prejudicando grupos minorizados como homossexuais, pessoas trans, imigrantes e afrodescendentes.
AP Photo/Jose Luis Magana
Flávio Limoncic, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
A crítica à “engenharia social” sempre fez parte do repertório do conservadorismo americano para acusar políticas inclusivas de prejudicarem o chamado mérito individual. Com Trump, este ponto de vista se reforça novamente
Agressividade renovada: desde que assumiu, Trump vem anunciando diariamente rajadas de medidas agressivas e unilaterais, tanto em nível nacional quanto internacional, colocando pressão em toda geopolítica mundial rumo a um novo arranjo de esferas de influência.
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Ameaças de tarifas e sanções já emergiram como instrumentos preferenciais dos EUA para o exercício do poder frente a países considerados menores ou menos ameaçadores - como Brasil, México, Colômbia e seus vizinhos
As promessas do recém-empossado presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar o país do Acordo de Paris e aumentar a extração de combustíveis fósseis vão contra as medidas necessárias para mitigar as mudanças climáticas.
Em termos aristotélicos, a característica que define uma oligarquia é o fato de a elite governante usar descaradamente seu status para seu próprio ganho pessoal, e não para o bem público. Esse é um julgamento moral e cada vez mais difícil de ser feito quando muitos dos ultra-ricos possuem a mídia tradicional de notícias e as plataformas de mídia social que podem moldar a opinião pública.
rudall30/Shutterstock
Joe Biden alertou que “uma oligarquia está tomando forma nos Estados Unidos”. O que é uma oligarquia? E os Estados Unidos estão se tornando uma?
Desde que o Congresso dos EUA se reuniu pela primeira vez em 1789, ele tem sido uma importante instância de controle do poder do presidente, que também enfrentaria imensos obstáculos institucionais, legais e burocráticos para instaurar uma autocracia.
Allyn Cox, via Architect of the Capitol
A mecânica de alterar a democracia americana implicaria a superação de um denso emaranhado de obstáculos constitucionais, burocráticos, legais e políticos.
“Zuck lucra com o ódio”, diz o cartaz do ativista em protesto contra a Meta, realizado em abril de 2024 na frente da sede da companhia em Londres. Alinhamento dos discurso das big techs com o do presidente eleito Donald Trump estarreceu toda a comunidade global que estuda os efeitos deletérios do extremismo e da desinformação nas plataformas digitais.
AP Photo/Kirsty Wigglesworth
Em nome da “liberdade de expressão”, Mark Zuckerberg anunciou medidas que transformarão suas plataformas digitais em terreno ainda mais fértil para a contaminação do debate público por conteúdos de desinformação e de ódio
O aspirante a líder do Canadá e sua esposa? Melania Trump observa o presidente eleito Donald Trump falar com os repórteres antes de uma festa de Ano Novo em Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, em 31 de dezembro de 2024.
(AP Photo/Evan Vucci)
Donald Trump está desrespeitando flagrantemente a soberania canadense e, junto com ela, a identidade canadense. O Canadá deve responder à altura.
Soldados dos EUA durante exercício no Centro de Treinamento de Prontidão Conjunta, em
Fort Johnson, Louisiana: Planos do Project 2025 para o governo Trump perpetuam visão expansionista e de altos gastos militares que podem ser incompatíveis com a atual conjuntura geoplítica inrternacional.
Army Spc. Isaiah Mount / Departamento da Defesa dos EUA
Identificando o declínio dos investimentos militares norte-americanos dos últimos anos, projeto de governo conservador dos EUA propõe aumento acentuado de investimentos em Defesa.
Canteiro de obras: Uma grande arena e muitas outras estruturas de convivência estão sendo construídas no Parque da Cidade, em Belém, para sediar a COP30. No âmbito das negociações pelo clima, a responsabilidade do Brasil em novembro do ano que vem será imensa.
Mais de três décadas depois da Rio-92 e em plena administração de Donald Trump nos Estados Unidos, caberá ao Brasil liderar uma cúpula sobre mudanças climáticas que pode ser decisiva em um momento crítico para o planeta
Tatiana Teixeira, Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU); Andressa Mendes, Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas , and Thiago Oliveira, Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas
Diante da reação negativa ao conjunto de propostas, Trump está negando ter qualquer envolvimento com a autoria do documento
Manifestação contrária ao Project 2025, realizada em frente à sede da Heritage Foundation, em Washington, D.C., em janeiro deste ano.
Elvert Barnes Photography/Flickr
Tatiana Teixeira, Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU) and Andressa Mendes, Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas
O Project 2025 é a mais recente edição de um manual de políticas criado por uma coalizão conservadora responsável por moldar as políticas republicanas desde a era Reagan. E que agora promete ‘um movimento histórico’ para ‘devolver o governo ao povo’.