Erika Hilton (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL), Julia Zanatta (PL), Ana Elisa (PT) e Tabata Amaral (PSB) foram as cinco mais votadas entre as 109 mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados este ano. Os partidos de direita elegeram nove mulheres a mais que os de esquerda, refletindo a onda conservadora que formou maioria no Congresso, e sinalizando uma mudança de perfil na bancada feminina no parlamento.
Fotos: Agência Brasil
Marina Basso Lacerda, Universidade de São Paulo (USP); Universidade de Brasília (UnB)
Urnas deram às mulheres o maior número de representantes na Câmara dos Deputados na história. Pela primeira vez também, maioria é de partidos de direita, reproduzindo a expansão desse campo nestas eleições
Na projeção de algoritmos usados por pesquisadores da USP e da Univesidade de Pittsburgh, a bancada da direita passaria das atuais 380 para 365 cadeiras no plenário. A esquerda subiria de 115 para 131. E o centro cairia de 18 para 17. A projeção, portanto, não aponta para uma mudança significativa na distribuição ideológica da Câmara, mas indica um ligeiro avanço da esquerda no parlamento brasileiro.
Foto: Ascom / Câmara dos Deputados
A aprovação unânime, pela Câmara dos Deputados, do projeto que isenta de imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil e amplia a alíquota do IR para os super-ricos só foi possível por uma conjuntura de pontos fora da curva na relação do governo com a oposição.
O presidente do Senado, David Alcolumbre (à dir.), e o presidente da Câmara, Hugo Motta,durante cerimônia com o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin: em 2026, os destinos das candidaturas para o Senado terão mais influência na distribuição de poder no Brasil nos próximos anos do que a disputa majoritária para presidente.
Tradicionalmente visto como a segunda casa do Poder Legislativo, o Senado costuma receber menos atenção do que a Câmara dos Deputados. Mas para 2026, a possibilidade de renovação de dois terços da casa ganhou centralidade no embate entre os Poderes.
Com mochilas infantis representando o perigo da circulação de conteúdos de ódio entre crianças, ativista protesta em frente ao Congresso Nacional, em dezembro de 2024. Ele pedia a aprovação da Lei das Fake News, que naufragou e agora corre o risco de se transformar em uma legislação inócua.
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress