Mísseis balísticos russos RS-24 Yars desfilam pela Praça Vermelha durante uma parada militar do Dia da Vitória em 2020: sem as limitações do tratados, os dois países podem dobrar seu número de armas em questão de meses, e outras nações podem buscar desenvolver ou fabricar suas próprias armas.
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A expiração do tratado dará um fim definitivo e alarmante à contenção nuclear entre as duas potências.
Manifestantes se reúnem do lado de fora da Casa Branca, domingo, 22 de junho de 2025, em Washington, para protestar contra o ataque militar dos EUA em três locais no Irã no início do domingo.
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Isabela Kalil, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
O bombardeio das instalações iranianas parece mais um capítulo do modelo de guerra que os EUA vêm aperfeiçoando desde 11 de setembro de 2001: intervenções pontuais, juridicamente ambíguas, tecnologicamente sofisticadas e de alto impacto midiático.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, fala durante uma coletiva de imprensa no Pentágono em Washington, domingo, 22 de junho de 2025, depois que os militares dos EUA atacaram três locais no Irã. O ataque dos EUA ao Irã evidencia os limites da ONU e dos principais marcos jurídicos internacionais, enfraquecendo tanto o princípio da contenção nuclear quanto o sistema de não proliferação.
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Ao desafiar normas fundamentais — como a Carta da ONU e, provavelmente, o próprio TNP —, a ação americana no Irã evidencia a fragilidade das instituições multilaterais diante do uso unilateral da força.
Dangerous friendship? The US president, Donald Trump, meeting with the Israeli prime minister, Benjamin Netanyahu, in Washington in February,
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A decisão do presidente dos EUA de se juntar à campanha aérea de Israel contra o programa nuclear do Irã é a sentença de morte da antiga ordem baseada em regras.