A ascensão das plataformas digitais alimentou a promessa de uma comunicação em rede, com a informação circulando livremente. Mas elas apenas deslocaram os mecanismos de centralização, e tornaram ainda menos visíveis quem organiza, seleciona e hierarquiza a informação que chega até cada usuário.
Imagem: Envato
A ascensão das plataformas digitais alimentou a promessa de uma comunicação em rede, com a informação circulando livremente. Mas elas apenas deslocaram os mecanismos de centralização, e tornaram ainda menos visíveis quem organiza, seleciona e hierarquiza a informação que chega até cada usuário
A falta de acesso a informações sobre a Amazônia pela população local traz consequências diretas sobre a capacidade dessas comunidades de se organizar e defender seus territórios.
Nareeta Martin/Unsplash
Mathias-Felipe de-Lima-Santos, UNSW ; Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Universitat Pompeu Fabra; Macquarie University and Isabella Gonçalves, Johannes Gutenberg University of Mainz
Pesquisa mostra que tipo de informação as comunidades amazônicas querem receber para entender e reagir às ameaças aos seus territórios
Apesar da convicção de que a inclusão digital é de fundamental importância para os indígenas e deve continuar, já se constata que o uso intensivo de dispositivos móveis e outros equipamentos sem a mediação adequada já afeta jovens indígenas com problemas como hiperestimulação e alterações comportamentais.
Foto: Neto Lucena / Secretaria de Comunicação do Estado do Acre
Embora possa promover inclusão e acesso à informação, tecnologia também pode gerar dependência e impactar a identidade cultural de comunidades indígenas
Mark Zuckerberg (Meta), Jeff Bezos (Amazon), Sundar Pichai (Google e Alphabet) e Elon Musk (X, Tesla e SpaceX) na já histórica foto da posse do presidente Donald Trump, em janeiro de 2025: com o republicano no poder, o lobby das big techs escancarou seus interesses e influência econômica sobre as políticas interna e externa do governo estadunidense.
Poder de barganha das Big Techs é ainda mais significativo em regiões menos desenvolvidas do mundo. E em lugares como o Brasil, onde o lobby não é regulamentado, fica difícil rastrear o lobby e medir o quanto ele influencia nas leis aprovadas no Congresso