A ascensão das plataformas digitais alimentou a promessa de uma comunicação em rede, com a informação circulando livremente. Mas elas apenas deslocaram os mecanismos de centralização, e tornaram ainda menos visíveis quem organiza, seleciona e hierarquiza a informação que chega até cada usuário.
Imagem: Envato
A ascensão das plataformas digitais alimentou a promessa de uma comunicação em rede, com a informação circulando livremente. Mas elas apenas deslocaram os mecanismos de centralização, e tornaram ainda menos visíveis quem organiza, seleciona e hierarquiza a informação que chega até cada usuário
Manifestação feminista contra a violência no centro de Buenos Aires: código aberto, design participativo, infraestrutura local e propriedade pública são os pilares do desenvolvimento da AymurAI, que responde ao que suas desenvolvedoras chamam de desigualdade estrutural na forma como o conhecimento sobre a violência de gênero é produzido, controlado e divulgado dentro dos sistemas de justiça na América Latina.
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Chama-se AymurAI a ferramenta que surgiu de uma ideia pequena, mas poderosa, do nosso grupo de pesquisadoras em Direito e Inteligência Artificial da DataGénero, uma organização da sociedade civil latino-americana…
Estudos mostram que sistemas de reconhecimento facial usados na segurança pública erram muito mais para mulheres de pele escura do que para homens de pele clara. Isso acontece porque as câmeras destes sistemas não veem - apenas reconhecem padrões faciais prestabelecidos. E aí reside a brecha para o viés racial que provoca injustiças, e que precisa ser corrigido com o desenvolvimento de tecnologias mais inclusivas.
Foto: Monkeybusiness / Envato
Nina da Hora, Instituto da Hora (IDH); Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Na estreia da parceria entre o TCBrasil e o Instituto da Hora, grupo de cientistas focados em democratizar o acesso a tecnologias digitais, o resultado de um estudo que alerta sobre o viés racial instalado nos sistemas de identificação facial espalhados pelo país