Marta Regina Fernandez y Garcia

  • Professora Associada do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio e Pesquisadora do BRICS Policy Center, PUC-Rio
O primeiro-ministro indiano Narendra Modi, à direita, e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian se encontram à margem da Cúpula do BRICS em Nova Délhi, na Índia, na sexta-feira, 11 de setembro de 2026. Foto: Ministério das Relações Exteriores da Índia, via AP

Com cautela para não transformar o grupo em um bloco antiocidental, Declaração de Nova Déli do BRICS prega resiliência

Mais do que sobreviver aos choques, BRICS deve aumentar a capacidade dos países e povos do Sul Global de decidir seus próprios caminhos de desenvolvimento
Nas fotos oficiais divulgadas pela Casa Branca, o presidente Trump parece monitorar atentamente as operações militares dos EUA na Venezuela, ao lado do secretário de Defesa Pete Hegseth e do diretor da CIA John Ratcliffe. As imagens mostram inconsistências, como cabos de telefone desconectados e monitores ligados em redes sociais. Mas no teatro de guerra real, o espetáculo da força militar americana cumpriu sua função: reivindicou uma América Latina alinhada e submissa, deixando claro que a dissidência tem custos elevados. Molly Riley/Casa Branca via AP

Do Panamá à Venezuela: como os EUA transformam intervenções em política doméstica

Ao dissolver a fronteira entre o doméstico e o internacional, criminalizar lideranças estrangeiras e subordinar a soberania latino-americana a interesses estratégicos, Washington reitera uma lógica imperial que atravessa séculos.
Espírito Ubuntu: Declaração final do Encontro de Cúpula do G20 em Joanesburgo traz uma dimensão que rompe com um silêncio histórico sobre os saberes africanos, e questiona as lógicas individualistas que marcaram a construção de muitas instituições globais no curso da história. Foto: Divulgação / G20

Luta contra desigualdade foi o eixo de uma agenda afrocentrada no G20 da África do Sul

Primeira Cúpula do grupo realizada no continente africano - sob o tema “Solidariedade, Igualdade, Sustentabilidade” - evento assumiu caráter inédito, ao aprovar sua declaração final já no primeiro dia
Ao comentar os assassinatos em Manhattan, Donald Trump classificou o atirador como um “lunático enlouquecido” e descreveu o ataque como um ato “sem sentido”, de “pura maldade”. Mas o que Trump tenta colocar à distância funciona como uma metáfora perturbadora da política que ele próprio conduz, com critérios duvidosos para ameaçar países aliados com tarifas e sanções. Ilustração gerada por IA no Envato Labs

Insensatez do atirador que matou quatro em Nova York é metáfora para os ‘disparos’ tarifários de Trump

Os ‘disparos’ de Trump tendem a ultrapassar os alvos primários: podem desorganizar cadeias produtivas das quais os próprios EUA dependem, pressionar a inflação e alimentar a instabilidade nos mercados globais
“Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”: sob esse lema, o Brasil estruturou sua atuação na presidência do BRICS em seis eixos prioritários, que são a facilitação do comércio e investimentos; a reforma das instituições multilaterais de paz e segurança; o enfrentamento às mudanças climáticas; a governança da inteligência artificial; o fortalecimento institucional do BRICS e a cooperação Sul-Sul com foco em saúde global. Mauro Pimentel/Pool via AP

BRICS: Brasil tem posição de liderança em tempos de múltiplas crises globais

Conflitos armados, mudanças climáticas, fragilidades no sistema global de saúde e desregulamentação das tecnologias digitais estão entre os desafios que a presidência do Brasil no grupo está enfrentando
Reunião dos ministros de relações exteriores do BRICS no Palácio Itamaraty em abril: pela primeira vez, os países do bloco devem publicar uma declaração específica sobre mudanças climáticas, conectando-se diretamente à agenda da COP30. Movimentação indica que há uma crescente articulação estratégica e descentralizada dos BRICS, conectando agendas diversas e estruturando respostas sistêmicas aos desafios globais, da transição energética à reforma da governança financeira. Tomaz Silva/Agência Brasil

Como o BRICS atua na governança mundial descentralizada?

O BRICS atua de forma mais afirmativa como liderança regional e representante do Sul Global, defendendo reformas estruturais na governança internacional e promovendo uma ordem multipolar baseada no multilateralismo e na inclusão.
A ex-presidente do Brasil Dilma Roussef, atual presidente do Banco do BRICS em seu segundo mandato: as operações do NDB incluem as áreas de energia limpa e eficiência energética, infraestrutura de transporte, água e saneamento, proteção ambiental, infraestrutura social e infraestrutura digital. Anton Vaganov / AP Photo

Infraestrutura e desenvolvimento sustentável: entenda o que faz e qual a importância do Banco do BRICS

Até 2026, 40% de todos os financiamentos do NDB serão direcionados a projetos relacionados às mudanças climáticas, incluindo operações que contribuam para a transição energética
Os líderes do BRICS, da esquerda para a direita: Abiy Ahmed (Etiópia), Abdel Fattah el-Sisi (Egito), Cyril Ramaphosa (África do Sul), Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia), Mohamed bin Zayed (Emirados Árabes Unidos), Masoud Pezeshkian (Irã) e Mauro Vieira (Brasil), durante o último encontro de cúpula, na Rússia. Próximo será no Brasil, em junho.

Para entender o BRICS: como um mero acrônimo econômico evoluiu para um agrupamento global cada vez mais relevante

Um histórico completo do grupamento de países que a cada ano ganha mais relevância na economia mundial, e que terá encontro de cúpula este ano no Rio de Janeiro
Reunião de cúpula do BRICS em Kazan, na Rússia, no ano passado: mais em evidência do que nunca, bloco põe à prova sua capacidade de resistir às pressões externas e reconhecer as diferenças entre seus membros não mais como obstáculos, mas como valores fundamentais para a construção de uma nova ordem mundial marcada pela multipolaridade. Próximo encontro do grupo é em julho, no Brasil. Alexander Nemenov, AP Photo

Mudança na política externa dos EUA é chance para BRICS protagonizar alternativa de nova ordem mundial

Mais em evidência do que nunca, grupo põe à prova sua capacidade de resistir às pressões externas e reconhecer as diferenças entre seus membros como valores fundamentais para a construção de uma nova ordem mundial

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