Estudantes do ensino médio na Place de la Nation, em Paris, ao final do dia nacional de mobilização de 6 de outubro de 2026: com apoio de sindicatos, professores e pais, desde o final de setembro eles bloqueiam as entradas de centenas de escolas, denunciando a falta de professores, turmas superlotadas, horários sobrecarregados, salas de aula em mau estado e prédios incapazes de lidar com o aumento das temperaturas globais.
Dimitar Dilkoff/AFP
Robi Morder, Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines (UVSQ) – Université Paris-Saclay
As reivindicações dos estudantes franceses por mais recursos para a educação são recorrentes, mas o contexto geral e forma do movimento são novos, assim como a resposta inicialmente violenta do governo
A suntuosa parada militar que celebrou o 250º aniversário do exército americano e os 79 anos do presidente Trump: parte da opinião pública classificou o evento como anti-americano e antidemocrático, porém a cultura militarizada está presente desde sempre na história do país.
AP Photo/Julia Demaree Nikhinson
O desafio não é apenas conter os abusos de um governante específico, mas questionar os mecanismos que naturalizam a lógica militar em espaços civis
Confrontos entre cidadãos e forças policiais do FBI, ICE e Guarda Nacional nas ruas de Los Angeles escalam em violência: parte da população sai em defesa de imigrantes legais e cidadãos americanos de origem estrangeira que estão sendo presos e deportados irregularmente, na nova e radical política migratória do governo federal.
Jae C. Hong/AP
Trump sempre se beneficiou ao criar crises para promover sua agenda. Ao demonizar os manifestantes em Los Angeles como multidões insurrecionistas, ele prepara terreno para uma escalada ainda maior de violência e autoritarismo
Chercheur Associé au Laboratoire Printemps, UVSQ/Paris-Saclay, co-président du Groupe d'études et de recherches sur les mouvements étudiants (Germe), Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines (UVSQ) – Université Paris-Saclay