O advogado Willer Tomaz, um dos donos do jato em que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro viajou e supeito de corrupção, faz festa em sua piscina com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, o ex-deputado foragido Alexandre Ramagem e outros políticos: imagem vazada de uma investigação da Polícia Federal é uma amostra da linguagem afetiva por meio da qual relações masculinas de poder se constroem no Brasil, e que vêm sendo expostas nas atuais investigações sobre as ligações entre o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro e integrantes do alto escalão da República.
Foto: Reprodução de TV
O patriarcado não organiza somente a dominação dos homens sobre as mulheres; ele se organiza também a partir de vínculos duradouros de solidariedade dos homens com outros homens
Diversos atos foram realizados em São Paulo e outras 90 cidades em dezembro para protestar contra a violência de gênero. Casos expõem a insuficiência da rede de proteção e o modo como o Estado brasileiro falha em garantir o direito das mulheres à vida em nossa sociedade.
Rovena Rosa/Agência Brasil
Casos de feminicídio expõem a insuficiência imperativa da rede de proteção e o modo como o Estado brasileiro sistematicamente falha em garantir o direito elementar das mulheres à vida em nossa sociedade.
Da “drapetomania”, o desejo dos escravos de fugir de seus “senhores”, à histeria, e até recentemente a homossexualidade e a alienação parental, rótulos foram desenvolvidos como formas de controle e manipulação para legitimar poder sob o pretexto de uma psiquiatria tendenciosa.
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A drapetomania, a histeria ou a síndrome de alienação parental foram (e algumas continuam sendo) instrumentos de controle baseados em preconceitos e interesses sem fundamento científico.