Navi Pillay (ao centro) posa ao lado da ex-presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI) Silvia Fernández de Gurmendi e do diretor da Academia Internacional dos Princípios de Nuremberg, Christoph Safferling, no Palácio da Justiça de Nuremberg, local onde ocorreram, entre 1945 e 1946, os julgamentos de Nuremberg, e onde ela participava da conferência “Fórum de Nuremberg 2026” quando soube que havia recebido o Prêmio Nobel da Paz neste dia 9 de outubro de 2026.
Frank Boxler/AFP
Chloé Maurel, Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne
Navi Pillay, de 85 anos, tem uma trajetória de destaque como jurista nacional (na África do Sul do apartheid) e internacional. Sua indicação é uma escolha ousada do Comitê do Nobel, que já está gerando elogios e críticas
Secretário-geral da ONU de longa data, ele poderia ter feito mais para proteger as pessoas mais vulneráveis do mundo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa nas Nações Unidas: movimentos políticos brasileiros, tanto de esquerda quanto de direita, disputaram a liderança nacionalista ao longo do século XX atribuindo significados muito diferentes a conceitos como soberania e interesse nacional.
Chip Somodevilla/Getty Images
A disputa entre o presidente em exercício e Flávio Bolsonaro faz parte de uma divisão entre a direita e a esquerda em torno do significado da Nação que vem de décadas no país
Texto aprovado em maio reafirma que os Estados possuem obrigações jurídicas internacionais de proteger o sistema climático e prevenir danos ambientais significativos decorrentes das emissões antropogênicas de gases de efeito estufa.
AP Photo / Peter Dejong
Texto aprovado em maio reafirma que os Estados possuem obrigações jurídicas internacionais de proteger o sistema climático e prevenir danos ambientais significativos decorrentes das emissões antropogênicas de gases de efeito estufa
Donald Trump, durante reunião do Conselho da Paz: presença de ditadores e do presidente do Banco Mundial expõe os verdadeiros objetivos do conselho na Faixa de Gaza - e eles nada têm a ver com a segurança do povo Palestino.
AP Photo/Mark Schiefelbein
Presença do presidente do Banco Mundial no Conselho da Paz e escancara a perniciosidade da relação dos EUA com a instituição
O presidente Donald Trump assina a criação do “Conselho da Paz”, ao lado de presidentes de países como Albânia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Bulgária, Egito, Hungria, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Kosovo, Emirados Árabes Unidos e Uzbequistão, além dos vizinhos Argentina e Paraguai: instrumento para converter o peso militar e financeiro dos EUA em autoridade reguladora sobre conflitos globais.
AP Photo/Markus Schreiber
Para o Brasil, aceitar o Conselho proposto por Trump seria institucionalizar uma estrutura que fixa o desequilíbrio a favor dos EUA e reduz o espaço de manobra de potências médias que aspiram a papel de articuladoras entre blocos
Crianças retiram água de um reservatório em um abrigo para famílias deslocadas pela violência das gangues em Porto Príncipe, capital do Haiti.
AP Photo / Odelyn Joseph
Caso do país caribenho revela como a violência organizada passa a regular o acesso à comida quando o Estado perde o controle efetivo do território — uma dinâmica extrema, mas instrutiva, para países como o Brasil
Jovens esperam em fila de doação de ceias de Natal nas ruas de Bucareste, na Romênia, durante a pandemia de Covid-19, no dia 24 de dezembro de 2020.
AP Photo/Vadim Ghirda
Relatório da ONU mostra que cerca de 165 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza no mundo todo entre 2020 e 2023, em razão da pandemia de Covid-19
Manifestantes protestam em Washington contra o encerramento das atividades do USAID no exterior, que entre outros danos cortou o financiamento do PEPFAR, principal programa do governo americano no combate global ao vírus HIV e à AIDS.
AP Photo/Mark Schiefelbein
Segundo a ONU, a queda nos repasses para organismos vinculados à pasta entre 2024 e 2025 foi superior a 70% - uma retração abrupta e sem precedentes recentes
Com a diminuição da centralidade das potências ocidentais e a ampliação dos polos de influência, o multilateralismo se transforma e da oportunidades a países do Sul Global, especialmente os da América do Sul.
Foto: Nações Unidas
Desafio para o Brasil está em transformar discursos de autonomia em políticas concretas e sustentáveis, atuando como protagonistas na disputa global
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, discursa durante a última 80 Assembleia Geral da ONU: crise da entidade é um reflexo do contexto mais amplo da política internacional, em que há uma perceptível redistribuição de poder resultante da ascensão de países emergentes, sobretudo a China, e a redução relativa do poder norte-americano e europeu.
Aniversário ocorre em um momento de crise de representatividade da ONU, envolvida numa nova ordem mundial com crescentes disputas e competição entre os principais blocos de países e interesses internacionais.
Lula e Trump na ONU: discursos antagônicos representaram duas visões distintas do mundo que estão levando a uma nova divisão econômica e geopolítica mundial, e que tem o BRICS como bloco cada vez mais protagonista.
Montagem com fotos de Angelina Katsanis e Richard Drew /AP Photo
Falas configuram duas visões antagônicas sobre comércio exterior e geopolítica.
Um marcado pela defesa do multilateralismo, outro focado na construção de uma nova ordem internacional baseada na competição econômica sem limites
Lula dedicou parte do seu discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU para registrar sua preocupação com a postura norte-americana peranate a América Latina. Na prática, uma pessoa latino-americana acusada pelo governo dos EUA de ser pertencente a um dos grupos listados como terroristas, poderá ser capturada fora dos EUA, com ou sem o auxílio do seu governo, podendo parar em Guantánamo ou simplesmente desaparecer.
AP Photo/Richard Drew
O presidente brasileiro afirmou que “é preocupante a equiparação entre a criminalidade e o terrorismo”, em direta referência às decisões de Donald Trump de equivaler grupos do crime organizado latino-americano a organizações terroristas
Bandeiras são hasteadas do lado de fora da Missão Palestina no Reino Unido, em Londres, após o reconhecimento do governo.
Alamy/Frank Augstein
O reconhecimento diplomático, quando feito em conjunto, tem mais peso do que gestos isolados - e os governos sabem disso.
Pesquisa mostra que ajuda internacional privilegia países de renda média e ignora os mais vulneráveis: um novo modelo de distribuição pode ampliar impactos positivos e reduzir gastos.
Reprodução / ONU website
Pesquisa mostra que ajuda internacional privilegia países de renda média e ignora os mais vulneráveis; novo modelo de distribuição pode ampliar impactos positivos e reduzir gastos
Os dados obtidos pela pesquisa do Laboratório de Filantropia, Políticas Públicas e Desenvolvimento do Instituto Pensi, frente de Ensino e Pesquisa da Fundação José Luiz Egydio Setúbal
indicam que a maioria das empresas preferem terceirizar as ações e quase não investem na manutenção e fortalecimento das organizações da sociedade civil (OSCs) atuantes em segurança alimentar.
Imagem: Gife Brasil
Pesquisa analisou ações de filantropia das 150 maiores empresas do país em quatro setores econômicos, e apenas 98 realizaram ao menos uma ação relacionada ao combare à fome
Moradores da cidade de Tomali, no país africano de Malawi aguardam para receber doses da primeira vacina contra a malária desenvolvida no mundo, em 2019: até hoje, interesses econômicos das grandes indústrias farmacêuticas europeias que detém as patentes destes medicamentos impõem preços que inviabilizam sua distribuição em larga escala.
Apesar da existência de medicamentos eficazes e vacinas promissoras, o acesso a esses recursos é limitado por barreiras econômicas, burocráticas e geopolíticas que a Organização Mundial da Saúde não consegue superar
Palestinos esperam na fila para receber refeições no campo de refugiados de Jabalia, na Cidade de Gaza, Gaza, em 17 de maio de 2025.
Mahmoud ssa/Anadolu via Getty Images
Antes de 7 de outubro de 2023, o sistema alimentar de Gaza já estava em um ponto de ruptura. Agora, 18 meses de guerra e cerco israelense ajudaram a criar as condições para a fome em massa.
Relatório do Grupo de Trabalho Agenda 2030, que acompanha os avanços dos Objetivos de Desenvolvimento Social no Brasil, mostra que o engajamento ainda está longe do esperado.
Reprodução / Site das Nações Unidas Brasil, CC BY
Relatório do Grupo de Trabalho Agenda 2030, que acompanha os avanços dos Objetivos de Desenvolvimento Social no Brasil, mostra que o engajamento ainda está longe do esperado
A ODS 18 revisa lacunas da Agenda 2030 em relação aos afrodescendentes e povos indígenas: o desenvolvimento sustentável não deve deixar ninguém para trás.
Foto disponibilizada pelos autores
Ministra da Saúde, de janeiro de 2023 a fevereiro de 2025; presidente da Fiocruz, de 2017 a 2022, e pesquisadora titular da Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)