Petroleiros cruzam o Estreito de Ormuz: Acordo assinado entre EUA e Irã vale por 60 dias, deixa em aberto os pontos mais difíceis das negociações e estende o cessar-fogo ao Líbano sem que Israel tenha assumido compromisso de cessar suas hostilidades. Ou seja, trata-se de um documento ainda frágil, que pode ruir antes de o primeiro navio pagar a primeira taxa.
Foto aérea de Boukhatala Chamseddine / Shutterstock
Guerra entre Estados Unidos e Irã está suspensa por um acordo que libera a passagem por 60 dias. Depois disso, Teerã quer administrar, e cobrar, pelo corredor onde transita um quinto do petróleo do mundo
Um agente de segurança monta guarda durante uma manifestação em apoio à nomeação do aiatolá Mojtaba Khamenei como sucessor de seu falecido pai, o aiatolá Ali Khamenei, como líder supremo do Irã.
Foto AP/Vahid Salemi
A história recente mostra que grupos armados não estatais frequentemente sobrevivem à queda de seus patrocinadores
Covas abertas às pressas num cemitério em Teerã: quando os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos foram seguidos por retaliações contra bases militares americanas e também contra áreas civis e infraestrutura sensível, o ciclo de pressão transformou-se em guerra aberta.
Foto: Departamento Iraniano de Mídia Estrangeira, via AP
Ao tornar exigências públicas e mobilizar forças militares, os EUA elevaram o custo político de recuar. Diante da ausência de concessões nos termos esperados, a lógica da credibilidade empurrou a crise para o uso efetivo da força