Proximidade geográfica, concentração regional de comércio e facilidade de projeção militar criam incentivos permanentes para que uma potência mais forte molde o comportamento de vizinhos mais fracos, segundo o conceito de esferas de influência. Nesse contexto, os EUA de Donald Trump usam a América Latina como teste, numa equação na qual o Brasil ocupa posição central. Como maior economia do bloco, o país detém capacidade de travar ou acelerar projetos de integração, negociar com múltiplos centros de influência e articular posições regionais comuns nos cada vez mais fragilizados fóruns multilaterais.
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América Latina, Mercosul e Brasil enfrentam o desafio de formular projetos próprios de desenvolvimento e integração para reduzir vulnerabilidades externas, em vez de aceitar o lugar que outros lhes reservam em mapas de esferas de influência
De acordo com o Relatório de Riscos Globais 2025 do Fórum Econômico Mundial,o compartilhamento de informações falsas, enganosas ou retiradas de contexto, com ou sem intenção de prejudicar alguém, lidera um conjunto de 33 riscos à humanidade no curto prazo, isto é, nos próximos dois anos. Como número um da lista de problemáticas imediatas, a desordem informacional desbanca ameaças como eventos climáticos extremos, conflitos armados entre países, polarização social, cyber espionagem e poluição.
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Marco Schneider, Universidade Federal Fluminense (UFF); Myllena Diniz, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), and Taís Seibt, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)
Compartilhamento de informações falsas, enganosas ou retiradas de contexto, com ou sem intenção de prejudicar alguém, lidera um conjunto de 33 riscos que ameaçam o mundo nos próximos dois anos
A vigilância pesada não é novidade em Davos, mas o encontro de 2025 expôs tensões ideológicas e riscos globais que desafiam a cooperação internacional e a estabilidade. O embate entre soberanismo e globalização, aliado às ameaças climáticas e tecnológicas, define um cenário complexo que exige ações coordenadas e corajosas.
O embate entre soberanismo e globalização, aliado às ameaças climáticas e tecnológicas, define um cenário complexo que exige ações coordenadas e corajosas
Professora no PPG de Comunicação do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e na graduação em Jornalismo, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)