Sede do Inmetro, em Xerém, Rio de Janeiro, onde está sendo inaugurada a usina híbrida com fontes renováveis e não renováveis da PUC-Rio. Objetivo é consolidar a usina como referência nacional em pesquisa aplicada à transição energética.
Foto: Divulgação/Inmetro
Em um mesmo local, equipamento vai gerar energia a partir de luz solar, gás natural, banco de baterias e conexão com a rede elétrica convencional. Incorporação de hidrogênio também está prevista
Para se adaptar ao Mecanismo Europeu de Ajuste de Carbono, o Brasil tem o desafio de acelerar a descarbonização de setores de aço (foto) e alumínio.
Foto: Divulgação
O desafio do Brasil é conseguir estruturar instrumentos econômicos e regulatórios capazes de aproximar as agendas de descarbonização e de desenvolvimento industrial
Navio petroleiro descarrega derivados de petróleo em porto nas proximidades de Georgetown, capital da Guiana: realidade controversa que já ocorre em outros países da costa equatorial da Amazônia tem o Brasil como próximo destino.
Foto: Victor Moriyama / Infoamazônia
O dilema é se a América Latina liderará uma nova era de desenvolvimento sustentável, ou permitirá que a chamada “transição” se converta apenas em um novo nome para o velho extrativismo?
O processo de descarbonização do setor de energia não se limita à geração de energia de baixo carbono. É necessário analisar toda a cadeia energética, desde a fonte primária de energia até o uso final. São várias etapas envolvidas, como a produção, distribuição, logística, infraestrutura. Ou seja, para se ter um bom resultado é necessário um planejamento integrado de toda a cadeia.
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Sem o devido planejamento, corre-se o risco de que a transição energética no país fique desbalanceada. O foco na retirada progressiva do uso dos hidrocarbonetos fósseis não pode desconsiderar que eles são insumos para um setor importante, que é a petroquímica
Os países produtores de petróleo deveriam se mover em direção a uma eliminação gradual dos combustíveis fósseis, mas relatório da ONU estimou que, em termos de CO₂, a produção planejada em 2030 deverá ser 110% maior do que a trajetória de eliminação gradual necessária para atingir 1,5°C.
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Para evitar o colapso climático, a maior parte do carvão, do petróleo e do gás do mundo deve permanecer no subsolo. Países ricos precisam ajudar na transição energética.
Especialista em Indústria do Instituto E+ Transição Energética e doutora em Política Científica e Tecnológica, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
especialista em Carbono e Análise de Ciclo de Vida do Instituto E+ Transição Energética e mestre em Avaliação de Ciclo de Vida, Universidade de Brasília (UnB)