Extração de minerais críticos para uso no desenvolvimento e manutenção de data centers de IA: interesses comerciais conectam mineradoras e grandes complexos de processamento de dados, muitas vezes sem governança e levando pouco em conta as consequências socioambientais e econômicas da atividade nos países onde elas ocorrem.
Foto: Envato
João Stacciarini, Instituto Federal Goiano (IF Goiano); Universidade Federal de Goiás (UFG) and Ricardo Assis Gonçalves, Universidade Estadual de Goiás (UEG)
A popularização global de ferramentas como ChatGPT, Claude e Perplexity conecta os interesses de mineradoras aos de grandes complexos de processamento de dados, levando pouco em conta as consequências socioambientais e econômicas dessa exploração
No discurso oficial, a implantação de grandes data centers de gigantes da IA em países como Brasil e Argentina atrai inovação e posiciona os países na vanguarda tecnológica. Na prática, porém, a lógica predominante é a da inserção periférica: investimentos financiados externamente, com baixa exigência de conteúdo local e poucos efeitos de aprendizado tecnológico.
Foto: Envato
Os dados processados localmente permanecem sob controle de sistemas proprietários no exterior. Assim, reforça-se um modelo em que países hospedeiros fornecem espaço físico e energia, mas não capturam valor intelectual nem econômico significativo
Um data center em Ashburn, Virgínia, o coração da região dos EUA conhecida como “Alameda dos Data Centers”: aumento no uso da IA também fez explodir a demanda por energia do setor de tecnologia.
AP Photo/Ted Shaffrey
A IA está em toda parte, o que significa mais data centers consumindo mais eletricidade. Não há uma solução fácil, mas uma combinação de eficiência, flexibilidade e novas tecnologias poderia aliviar a carga