A recém-eleita presidenta do México, Claudia Sheinbaum, sofreu com ataques de fake news gerados por Inteligência Artificial durante a campanha eleitoral no
ano passado.
AP Photo/Eduardo Verdugo
A eficiência e a popularização das tecnologias digitais ampliou o alcance de discursos políticos sem pudor ético, influenciou novos tipos de comportamento e criou dúvidas falsas sobre descobertas da ciência
Face à tragédia do ano passado (foto), o projeto “RS: Resiliência & Sustentabilidade” - feito em cooperação entre a Secretaria Extraordinária para o Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul (SERS) e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), com financiamento da Open Society Foundations - convidou pesquisadores a desenvolver diagnósticos e sugerir caminhos para a prevenção e o enfrentamento de futuros eventos climáticos extremos.
AP Photo/Carlos Macedo
João Ferrer, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP); Marcelo Danéris, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), and Pedro Marques, Universidade de São Paulo (USP)
Projeto “RS: Resiliência & Sustentabilidade”, finalizado em janeiro de 2025, motivou a pesquisa universitária a formular uma agenda de reconstrução, adaptação e resiliência climáticas. Resultado gerou livro e seminário.
Modelo tridimensional da estrutura molecular do sal Zwitterionico desenvolvido na pesquisa. Trata-se de uma molécula nova, que não existe naturalmente e nunca havia sido sintetizada, e que pode ajudar a reduzir as emissões atmosféricas de gás carbônico pela indústria.
Guilherme Aydos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) and Rafael Dalarosa Zink, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
A captura de CO2 pela indústria não é novidade, mas ainda é pouco usada e cada vez mais urgente. Novas tecnologias podem ajudar os setores da indústria e produção de energia a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa.
Viagem liderada por brasileiros será inédita porque vai tentar chegar o mais perto possível da costa da Antártica em diferentes pontos que ainda não foram estudados pela ciência.
Foto: Divulgação
Mais de 60 pesquisadores de sete países embarcam em uma expedição científica em busca de dados vitais para o futuro do planeta
Porto Alegre sob as águas, em maio de 2025: manual reúne conhecimentos acumulados em pesquisa científica sobre desastres como as chuvas no Rio Grande do Sul para abastecer profissionais de comunicação com informações qualificadas sobre causas e consequências de eventos decorrentes da emergência climática.
Foto de Isabelle Rieger / UFRGS
Publicação reúne conhecimentos acumulados em pesquisa científica sobre desastres socioambientais para abastecer profissionais de comunicação com informações qualificadas sobre causas e consequências de eventos decorrentes da emergência climática
Stand do Brasil na COP29, anunciando o evento do ano que vem: escolha de Belém para sediar a COP30 destaca os interesses políticos e econômicos em jogo na região, mas também expõe expõe a desigualdade social e os problemas ambientais históricos e cada vez mais urgentes na cidade em particular, e na Amazônia como um todo.
AP Photo/Sergei Grits
Jornalismo pode contribuir para alterar a percepção pública sobre as mudanças climáticas e o modo como entendemos o que é desenvolvimento
Porto Alegre inundada pelas chuvas de maio de 2024: Estudos mostram que a percepção de riscos ambientais por parte das populações varia de acordo com fatores socioeconômicos, e é preciso encontrar caminhos para comunicar o perigo de desastres de forma mais integrada e eficiente.
AP Photo/Carlos Macedo
Estudos de percepção de risco deveriam ser sistemáticos a fim de encontrar caminhos estratégicos para melhor comunicar a população sobre prevenção em um contexto de eminente crise climática
A lutadora argelina Imane Khelif - que ganhou hoje a medalha de ouro no peso-médio feminino - foi a protagonista de uma polêmica cercada por equívocos científicos e interpretações subjetivas à respeito do seu gênero e sua adequação esportiva na competição, mas ela foi respaldada pela organização dos Jogos e sua situação jogou luz sobre o tema, que este artigo aprofunda em detalhes.
AP Photo/Ariana Cubillos
Eric Seger, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Caso da boxeadora argelina Imane Khelif - medalha de ouro no peso-médio feminino - foi cercado por equívocos científicos e interpretações subjetivas, mas jogou luz sobre um tema que precisa ser abordado com muito cuidado
A bióloga e professora da UFRGS Fernanda Staniscuaski - autora deste artigo - e seus dois filhos: políticas inclusivas voltadas para mães na academia não só melhoram as condições de trabalho destas cientistas, mas também contribuem para a construção de um ambiente científico mais equitativo, diverso e sustentável.
Foto de Flávio Fontana Dutra
A maternidade não é obstáculo à excelência acadêmica, mas sim uma questão de estruturas institucionais e culturais inadequadas que precisam ser reformadas. Iniciativas recentes têm demonstrado como políticas inclusivas podem revolucionar este cenário
O professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas UFRGS Rodrigo Paiva em ação nas margens do Guaíba: acompanhamento das precipitações indicou risco máximo de inundação dois dias antes delas acontecerem, mesmo assim não houve tempo hábil para o estado se preparar.
Rodrigo Paiva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Pesquisador do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS trabalha 18 horas por dia no acompanhamento do nível das águas, desde antes do início das cheias
É justamente do Quarto Distrito - polo de tecnologia e inovação de Porto Alegre que segue debaixo d'água (foto) - que podem sair as soluções baseadas na natureza capazes de proteger a cidade de futuros alagamentos.
VANDRO LEAL/Agencia Enquadrar/Folhapress
Sistemas de drenagem sustentáveis e áreas verdes e permeáveis são algumas das soluções baseadas na natureza que podem tornar Porto Alegre mais resiliente a eventos extremos
Pressão, depressão e fracasso: Estudos apontam que questões relacionadas a expectativas familiares e dificuldades financeiras estão entre as principais causas de ansiedade e desistência entre estudantes de universidades públicas federais.
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Mapeamento de órgãos de saúde e educação apontam que 83% dos universitários têm dificuldades emocionais em seus percursos acadêmicos. Dados mostram que a ansiedade e o desânimo aparecem com maior frequência, seguida de depressão e pensamentos suicidas.
Agente da Defesa Civil em ação em Porto Alegre: não há como superar desastres climáticos sem o entendimento de suas causas. A comunicação de riscos é um instrumento para isso, e deve ser uma política pública, orientada para a construção de uma cultura de prevenção.
oto: Carlos Quadros /Fotoarena/Folhapress
Vários especialistas que atuam em situações de emergência sublinham que o processo de comunicação é um aspecto central para que haja prevenção de riscos e uma reação adequada nos momentos críticos. Porém, na prática, há uma série de lacunas a respeito do tema
Mãe e filha que perderam tudo caminham em abrigo no ginásio de uma universidade em Canoas (RS): relatório do IPCC indica que crianças de 10 anos ou menos sofrerão aumento de quase quatro vezes em eventos extremos se o aquecimento global for de 1,5°C até 2100.
AP Photo/Carlos Macedo
O negacionismo científico e ambiental impedem a busca por alternativas viáveis para o desenvolvimento sustentável, com usos do ambiente que garantam o bem-estar da sociedade
Vista aérea de Porto Alegre e do rio Guaíba ainda cinco metros acima do nível normal: quando as águas baixarem, medidas de longo prazo não podem repetir os mesmos erros de planejamento, ou novos alagamentos virão.
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Paulo Niederle, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
A reconstrução do Rio Grande do Sul precisa ser planejada em novos moldes, com a adaptação à realidade de fenômenos climáticos cada vez mais intensos e frequentes
Inundación en el distrito de Sunamganj (Bangladesh) en junio de 2022.
SM AKBAR ALI PJ / Shutterstock
Tanto la falta como el exceso de lluvias acentúan los problemas de acceso al agua potable, salubridad y seguridad alimentaria de las regiones más vulnerables del planeta. Desarrollar sistemas de alerta temprana es fundamental para reducir su impacto.
Inundaciones en Banjarmasin (Indonesia) en 2021.
Iman satria / Shutterstock
Los desastres se definen por la interacción entre un fenómeno físico y las vulnerabilidades de la población afectada. Por eso, la educación y el desarrollo social son decisivos para prevenirlos.
El uso masivo de mascarillas está generando una fuente de desechos que constituye uno de los mayores problemas ambientales que afronta nuestra sociedad.
Des millions d'animaux sauvages se font tuer chaque années sur les routes.
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Les routes et le trafic entraînent une mortalité massive des animaux sauvages dans le monde entier et le réseau routier est en pleine expansion. Est-il possible de mettre un terme à cette hécatombe ?
An estimated 29 million mammals are killed each year on European roads.
(Shutterstock)
Roads and traffic are causing massive mortality of wild animals worldwide and the road network is rapidly expanding. Can the wildlife death toll be stopped?
Sociólogo, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e professor Emérito, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Professora Associada do Departamento de Nutrição e dos Programas de Pós-graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde e em Epidemiologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena (MEC) e professora de Educação das Relações Étnico-Raciais, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)