Dos autores Leonardo Belinelli, Luciana Mello e Valter Silvério, coletânea de livros sobre a história do pensamento social negro no Brasil será lançada esta semana durante o 50º Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs). As obras traçam um paralelo entre os livros de pensadores clássicos da sociedade brasileira e o pensamento do movimento negro no país, evidenciando relações que normalmente ficam obscurecidas.
Foto: Detalhe da capa do livro 'Os precursores',volume 1 da coletânea 'Pensamento social negro'
Leonardo Belinelli, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ); Luciana Mello, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), and Valter Silvério, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Coletânea de livros sobre a história do pensamento social negro no Brasil, que será lançada pela Anpocs esta semana, traça um paralelo entre as obras de pensadores clássicos da sociedade brasileira e o pensamento do movimento negro no país, evidenciando relações que normalmente ficam obscurecidas.
Teorias sobre termodinâmica levaram o pesquisador greco-brasileiro Constantino Tsallis a se tornar um potencial candidato ao Prêmio Nobel de Física em 2026 ou 2027.
Constantino Tsallis mudou a visão da ciência sobre a termodinâmica nos anos 1980 ao propor uma nova abordagem para o conceito de entropia
A SBPC, que inicia neste domingo sua 78a Reunião Anual, acredita que já passa da hora de se abrirem espaços formais dentro e fora da comunidade científica para dar maior destaque e visibilidade a cientistas, artistas e demais intelectuais indígenas. O The Conversation Brasil apoia a iniciativa e publica artigo com o pensamento de três representantes deste grupo, que estarão no evento palestrando sobre suas ideias.
Montagem sobre imagens cedidas pelos autores
A SBPC acredita que já passa da hora de se abrirem espaços formais dentro e fora da comunidade científica para dar maior destaque e visibilidade a cientistas, artistas e demais intelectuais indígenas
Mulheres bolivianas reunem-se com governantes para debater leis de proteção contra violência política de gênero: a Bolívia foi o primeiro país do mundo a aprovar uma legislação específica sobre o tema, em 2012.
AP Photo/Juan Karita
Danielly Milano, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP); Gabriela Kyrillos, Universidade Federal do Rio Grande (FURG), and Rosangela Schulz, Universidade Federal de Pelotas (UFPel); Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
A violência política de gênero atinge ativistas, candidatas, detentoras de mandato, integrantes de suas equipes e até familiares. Levantamento cobriu todas as leis criadas sobre o tema na região entre 2012 e 2025
Entre 2025 e 2026, o desempenho das pesquisas na UFRJ recuou 14 posições na lista do Center for World University Rankings (CWUR). A Fiocruz caiu 20, a UERJ, 17, e a UFF despencou 23 colocações.
Imagem: Freepik
Resultados de um dos principais rankings globais de universidades mostram uma tendência preocupante de queda para o Brasil
Novos processos e procedimentos clínicos e terapêuticos criaram possibilidades reais de tratamento para doenças até então consideradas incuráveis, mas o Brasil ainda não oferece as políticas públicas necessárias para estimular a indústria farmacêutica a investir mais em inovação para o desenvolvimento de novos medicamentos, insumos e vacinas.
Imagem: Usertrmk / Freepik
Jorge Almeida Guimarães, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) and João Batista Calixto, CIEnP (Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
País ainda está mal preparado para oferecer políticas públicas capazes de estimular a indústria farmacêutica a investir mais em inovação para o desenvolvimento de novos medicamentos, insumos e vacinas
A maternidade aparece como um ponto de inflexão importante na carreira científica das mulheres, não porque introduza um problema novo, mas porque explicita fragilidades estruturais do sistema.
Foto: Freepik
O acesso à ciência é historicamente atravessado por desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas que se constroem muito antes da universidade. E as mulheres sofrem mais com isso - especialmente negras e indígenas
O laço rosa, símbolo da luta contra o câncer de mama: estudo conduzido pelos autores deste artiugo analisou dados de 63.663 mulheres diagnosticadas com câncer de mama invasivo entre 2012 e 2019.
Foto: WBMUL / Envato
Em câncer de mama, tumores diagnosticados em fases iniciais têm maiores chances de cura e exigem tratamentos menos agressivos. Quando o diagnóstico atrasa, o tratamento se torna mais complexo e a sobrevida diminui
The Brazilian Cop30 presidency has a critical role to play as mediator and bridge builder to increase the collective ambition of governments.
A cartilha sobre o bem-viver na universidade, como um dispositivo de letramento para a comunidade acadêmica, não alcança respostas prontas, mas convida à reflexão, à análise crítica e à ação coletiva.
Imagem
Muitas diretrizes internacionais das quais o Brasil é signatário evidenciam que o cuidado da saúde mental nas instituições educacionais não é apenas uma aspiração desejável, mas um compromisso que envolve ações de dimensões legais, éticas e políticas.
Enquanto discute grandes usinas e parques solares em escala industrial, o Brasil ignora o potencial de geração elétrica que já existe, disperso pelo território, esperando apenas ser reconhecido.
Foto: Unsplash
Estruturas construídas para abastecimento e irrigação poderiam gerar eletricidade híbrida, mas seguem invisíveis ao planejamento energético nacional
Situações de Board Interlocking, quando integrantes do Conselho Diretivo de uma organização participam da gestão de uma outra, ao mesmo tempo, podem provocar conflitos de interesse que devem ser evitados.
Foto: Freepik
Situações de Board Interlocking, quando integrantes do Conselho Diretivo de uma organização participam da gestão de uma outra, ao mesmo tempo, podem provocar conflitos de interesse que devem ser evitados
Principalmente em cidades do interior - como Icaraí de Minas (MG) e Palmas, no Tocantins, exemplos notáveis de geração e distribuição comunitária de energia solar já começam a se destacar. Plano Nacional de Energia 2055, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE),vinculada ao Ministério das Minas e Energia,.aponta que o crescimento dos recursos energéticos distribuídos e o engajamento do consumidor serão pilares da transição energética brasileira.
Divulgação / MME
Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
A descentralização da geração elétrica pode transformar bairros em protagonistas da transição energética — com mais educação, engajamento e justiça territorial
Monazita, bastnasita, xenótimo e outros elementos químicos conhecidos como terras raras: interesse explícito dos EUA sobre estes minerais é cada vez mais ameaçador, mas não se vê reação por parte da comunidade científica brasileira.
Apesar da explícita ameaça norte-americana sobre estes minerais cada vez mais importantes para a indústria de alta tecnologia, historicamente grande parte da comunidade científica brasileira mantém-se alheia ao problema.
Na cidade de Icaraí de Minas, no norte de MG, um projeto de microgeração solar comunitária permitiu que famílias reduzissem em até 80% o valor da conta de luz. Um exemplo de inovação de baixo custo que poderá ser a base de grandes avanços no processo de transição energética tanto nas metrópoles quanto nas cidades pequenas.
Imagem: Reprodução YouTube / Prefeitura Municipal de Icaraí de Minas
Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
As cidades grandes e lideram com inovação e escala, enquanto as menores oferecem agilidade e proximidade. A descentralização será a chave para um sistema mais justo e resiliente
Em um cenário de recursos limitados, manter hábitos estruturados e decisões conscientes sobre o uso da energia pode deixar de ser uma escolha e tornar-se uma necessidade coletiva. Como acontece com astronautas em missões espaciais, onde cada ação passa a ter peso estratégico diante das restrições do sistema.
Imagem: Unsplash
Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
A transição para uma matriz energética renovável exigirá de todos nós uma disciplina comparável à dos astronautas. O verdadeiro desafio está em cultivar uma atenção cotidiana ao que, como e por que é consumido.
Em 2024, as inundações atingiram 95% dos municípios do RS, afetaram aproximadamente 2 milhões de pessoas, deslocaram 581.638 indivíduos, deixaram 800 feridos e resultaram em 178 óbitos. Mas o desastre também comprometeu infraestruturas logísticas cruciais para o abastecimento, como estradas, pontes, centros de distribuição e armazéns frigorificados.
AP Photo/Carlos Macedo
Raquel Canuto, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Com as novas chuvas que caíram no estado, especialistas alertam para prejuízo ao sistema de abastecimento que leva comida do campo para as cidades
Com mochilas infantis representando o perigo da circulação de conteúdos de ódio entre crianças, ativista protesta em frente ao Congresso Nacional, em dezembro de 2024. Ele pedia a aprovação da Lei das Fake News, que naufragou e agora corre o risco de se transformar em uma legislação inócua.
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
Marcelo Träsel, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Se aprovado com o texto atual, o Projeto de Lei 4691/2024 será pouco ou nada útil no combate às fake news
A biomédica Helena Nader, o climatologista Carlos Nobre e a física da Marcia Barbosa: três exemplos raros de grandes cientistas brasileiros formados num país ainda às voltas com poucos investimentos em inovação.
Fotos de Eduardo Knapp (Folhapress), Tiziana Fabi (AFP) e divulgação do Prêmio UNESCO Women in Science
Embora os brasileiros reconheçam a importância da ciência e da tecnologia, a maioria de nós não consegue lembrar os nomes dos nossos cientistas e instituições de pesquisa mais importantes
Na imagem ilustrativa, uma turbina eólica trabalha num campo de girassóis: a complementaridade é ferramenta poderosa na integração de recursos renováveis à matriz energética.
Gustavo Quepon / Unsplash
Alexandre Beluco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Um sistema híbrido poderia usar geração hidrelétrica no inverno e solar no verão, equilibrando as variações sazonais e armazenando energia para balancear o sistema e otimizar a eficiência e a confiabilidade do sistema
Sociólogo, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e professor Emérito, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Professora Associada do Departamento de Nutrição e dos Programas de Pós-graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde e em Epidemiologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena (MEC) e professora de Educação das Relações Étnico-Raciais, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)