Em 2023, o Brasil sancionou a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, um marco ao estabelecer diretrizes para reduzir incidência, mortalidade e desigualdades no tratamento. Mas sem financiamento estável, governança, metas e monitoramento, a perspectiva positiva diante da nova lei tende a aprofundar a frustração de muitos pacientes, especialmente os de menos recursos.
Foto: Envato
Carlos Gil Ferreira, Instituto Oncoclínicas de Ensino, Pesquisa e Educação Médica Continuada
A resposta a esse dilema deve pautar os próximos passos no panorama do câncer no Brasil e no mundo. Se a ciência continuar avançando sem um projeto claro de acesso, entraremos na rota de uma medicina brilhante mas injusta
Imagens de um pulmão com pontos de câncer durante exame: nesta especialidade em particular, os avanços nos tratamentos de precisão são auspiciosos. Porém, detectar a doença precocemente ainda é um desafio imenso a ser superado.
AP Photo/Andy Wong
Carlos Gil Ferreira, Instituto Oncoclínicas de Ensino, Pesquisa e Educação Médica Continuada
Na medicina de precisão, novos tratamentos conhecidos como “terapia-alvo” alteram os genes das células cancerosas fazendo-as pararem de crescer e se multiplicar