Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação – PPGCI oferece cursos de mestrado acadêmico e de doutorado em Ciência da Informação, tendo como objetivo geral a formação para a pesquisa e o aprimoramento em alto nível de profissionais comprometidos com o avanço do conhecimento nesse campo. O PPGCI é desenvolvido em associação ampla entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e a Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
O Programa tem origem no Curso de Documentação Científica – CDC, criado pelo IBICT em 1955, em nível de especialização, que foi oferecido por cerca de 35 anos ininterruptamente. Em 1970, o IBICT deu início ao curso de mestrado em Ciência na Informação, pioneiro na introdução desse campo do conhecimento no Brasil e na América Latina. Nos primeiros anos, participaram de seu corpo docente professores estrangeiros da mais alta expressão internacional, entre os quais Tefko Saracevic, Wilfrid Lancaster, LaVahn Marie Overmyer, Bert Roy Boyce, Jack Mills, Derek Langridge, John Joseph Eyre, Engetraut Dahlberg, Suman Datta, além de Derek de Solla Price. Muitos desses professores foram também orientadores das primeiras dissertações do mestrado. O Doutorado em Ciência da Informação foi iniciado em 1994.
O PPGCI foi desenvolvido pelo IBICT com mandato acadêmico da UFRJ até 1981 e, de 1982 a 2002, como parte da estrutura acadêmica da Escola de Comunicação da UFRJ. De 2003 a 2008, o PPGCI funcionou em convênio com a Universidade Federal Fluminense (UFF), tendo retornado à UFRJ ao final de 2008.
Aprovação, com pedidos de alteração e retorno ao Senado, foi um caso raro de acordo entre governo e oposição, mas alguns deputados conservadores, que seguram a bandeira da família e da religião, se opuseram ao projeto que prevê a regulamentação das redes sociais para proteger crianças e adolescentes de abusos, incluindo pedofilia.
Foto: Agência Brasil
Arthur Coelho Bezerra, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) and David Nemer, University of Virginia
PL que que regula redes sociais para crianças e adolescentes foi aprovado com restrições e voltará para o Senado. Os votos contrários à medida que visa proteger crianças de abuso e pedofilia vieram de deputados que ostentam a bandeira da religião e da família
No STF, o julgamento da constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet revisitou e alterou o paradigma, defendido pelas Big Techs, de que as plataformas digitais apenas hospedam as opiniões de terceiros, e não são responsáveis por elas.
AP Photo / Eraldo Peres
Arthur Coelho Bezerra, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) and David Nemer, University of Virginia
A flexibilização do Artigo 19 não é um ataque à liberdade de expressão, como insistem as plataformas. O objetivo não é censurar, mas sim estabelecer um regime de responsabilidade proporcional
Relação do Brasil com as Big Techs detentoras das tecnologias de IA está fazendo o país pagar caro por sistemas que não desenvolvemos, que não controlamos e que, muitas vezes, não respondem aos nossos interesses sociais, econômicos ou estratégicos.
Imagem: Envato AI
Ergon Cugler, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Plataformas como OpenAI, Meta, Google e Microsoft tomam decisões constantes sobre o que seus sistemas podem ou não fazer, com base em critérios opacos
Marisa Maiô: resultados impressionantes gerados por novas ferramentas de Inteligência Artificial já provocam controvérsia no mercado do audiovisual e também na publicidade. Personagem, surgida há menos de um mês, já foi utilizada por uma rede varejista numa campanha comercial. Sem remuneração ao seu criador.
Imagem: Reprodução Veo 3
O vídeo de Marisa Maiô representa um marco ético em nossa relação com conteúdos gerados por IA. Quando o absurdo se apresenta de forma tão convincente e frequente ele deixa de causar estranhamento e passa a ser entendido como parte usual da subjetividade.
Lady Gaga performs at Copacabana Beach on May 3, 2025, in Rio de Janeiro, Brazil.
Kevin Mazur/WireImage for Live Nation
David Nemer, University of Virginia and Arthur Coelho Bezerra, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Instead of promoting diversity, many social networks and other popular digital platforms function as machines for the production and circulation of hate.
O mega show de Lady Gaga na Praia de Copacabana: a investigação da polícia que frustrou um ataque ao público do evento revelou que o atentado era tratado como um “desafio coletivo”, com jovens sendo recrutados para fabricar coquetéis molotov e mochilas explosivas com o objetivo de obter notoriedade nas redes sociais.
AP Photo/Bruna Prado
David Nemer, University of Virginia and Arthur Coelho Bezerra, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Em vez de promoverem diversidade, muitas das redes sociais e outras plataformas digitais populares funcionam como máquinas de produção e circulação de ódio entre jovens, com mulheres e minorias entre seus principais alvos
Um protesto no Brasil contra a vacinação obrigatória contra a COVID e os passaportes de vacina.
Isaac Fontana / Shutterstock.com
Brazilian disinformation experts Ergon Cugler and Igor Sacramento talk to The Conversation Weekly podcast.
Situação alarmante: Sem controle, práticas de perseguição, assédio, exposição de dados pessoais e imagens íntimas sem consentimento se proliferam nas redes sociais, provocando danos emocionais e exclusão de espaços digitais.
Foto por Cottonbro Studio / Pexels.com
Myllena Diniz, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Sem controle, práticas de perseguição, assédio, exposição de dados pessoais e imagens íntimas sem consentimento se proliferam nas redes sociais
De acordo com o Relatório de Riscos Globais 2025 do Fórum Econômico Mundial,o compartilhamento de informações falsas, enganosas ou retiradas de contexto, com ou sem intenção de prejudicar alguém, lidera um conjunto de 33 riscos à humanidade no curto prazo, isto é, nos próximos dois anos. Como número um da lista de problemáticas imediatas, a desordem informacional desbanca ameaças como eventos climáticos extremos, conflitos armados entre países, polarização social, cyber espionagem e poluição.
Foto: Unsplash
Marco Schneider, Universidade Federal Fluminense (UFF); Myllena Diniz, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), and Taís Seibt, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)
Compartilhamento de informações falsas, enganosas ou retiradas de contexto, com ou sem intenção de prejudicar alguém, lidera um conjunto de 33 riscos que ameaçam o mundo nos próximos dois anos
Protesto contra a obrigatoriedade da vacina da COVID-19 para crianças em SP, em 2022: grupos que atuam online utilizam o Telegram para espalhar desinformação sobre vacinas e lucrar com a venda de panaceias ilusórias. Brasil lidera em número de participantes e em volume de conteúdos publicados.
AP Photo/Andre Penner
Ergon Cugler, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Mapeamento no Telegram identificou rede de comunidades com mais de 5 milhões de usuários que usam desinformação para promover a venda de falsas soluções para condições de saúde que vão de rinites a câncer, AIDS e até autismo
Ativistas protestam em frente ao Congresso, em 2023, em defesa do projeto de lei que responsabilizaria as plataformas por não removerem conteúdo que incita a violência.
AP Photo/Eraldo Peres
Arthur Coelho Bezerra, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Sem freios e contrapesos eficazes e com a moderação de conteúdo a cargo dos usuários, quem ganha o debate político nas redes é o grupo que faz mais barulho e consegue mais engajamento de seu público. E quem perde, evidentemente, é a verdade, o jornalismo ético e a democracia.
O impacto das plataformas digitais na sociedade contemporânea vai além das dinâmicas econômicas. No âmbito social, elas reconfiguram as interações humanas e os processos de formação de opinião.
AP Photo / Business Wire
A necessidade de regulamentação implica estabelecer regras de convivência em um ambiente descontrolado ou sujeito apenas ao controle privado, não necessariamente comprometido com os valores republicanos que deveriam guiar a vida pública