Donald Trump, Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin: sob a lógica da segurança como ativo de negociação, busca por vantagens estratégicas superará compromissos normativos na geopolítica mundial.
AP Photo/Aurelien Morissard (Trump e Zelensky, e Pavel Bednyakov (Putin)
Sob Trump, os EUA reconfiguram a segurança como um ativo negociável, descartando alianças baseadas em valores comuns e adotando uma lógica transacional, baseada na imposição e na força
O Supremo Tribunal Federal (STF) iluminado com as cores do Brasil no dia em que foram aceitas as denúncias contra Bolsonaro e outros sete de sua cúpula governamental - entre eles militares de alta patente, ex-ministros e representantes das áreas de inteligência e segurança - por tentativa de Golpe de Estado que envolveu instrumentalização institucional, disseminação de desinformação e manipulação da opinião pública.
AP Photo/Eraldo Peres
Isabela Kalil, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Decisão sobre crimes de Bolsonaro e seus associados será um teste institucional de longo prazo sobre como o Brasil lida com tentativas de rupturas democráticas, e sobre o futuro das relações entre civis e militares no país
Sala principal de leitura da Biblioteca Pública de Nova York: historicamente conhecidas como local de acolhimento e integração de minorias através de projetos sociais, literários e de formação profissional, as bibliotecas correm risco de perder financiamentos para este tipo de projeto, de acordo com a política anti-migratória e discriminatória contra grupos minorizados importa pelo novo governo Trump.
AP Photo/Mark Lennihan
Leonardo Assis, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Cenário norte-americano pode impactar negativamente iniciativas de construção de espaços públicos a partir da biblioteca em outros países
Face à tragédia do ano passado (foto), o projeto “RS: Resiliência & Sustentabilidade” - feito em cooperação entre a Secretaria Extraordinária para o Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul (SERS) e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), com financiamento da Open Society Foundations - convidou pesquisadores a desenvolver diagnósticos e sugerir caminhos para a prevenção e o enfrentamento de futuros eventos climáticos extremos.
AP Photo/Carlos Macedo
João Ferrer, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP); Marcelo Danéris, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), and Pedro Marques, Universidade de São Paulo (USP)
Projeto “RS: Resiliência & Sustentabilidade”, finalizado em janeiro de 2025, motivou a pesquisa universitária a formular uma agenda de reconstrução, adaptação e resiliência climáticas. Resultado gerou livro e seminário.
El fiscal general de la República, Paulo Gonet, autor de las acusaciones presentadas contra Jair Bolsonaro ante el Tribunal Supremo.
AP Photo/Eraldo Peres
Isabela Kalil, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Además de los retos legales, Brasil se enfrenta al dilema social y político de lidiar con un amplio espectro de partidarios del expresidente que tienden a mantener su apoyo incluso después de la acusación.
Fragmentação da extrema-direita, isolamento de Jair Bolsonaro e um certo respiro para governo reorganizar sua coordenação política estão entre as possíveis consequências da denúncia contra o ex-presidente.
AP Photo/Luis Nova
Beto Vasques, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Acusações formalizadas pela PGR tiveram grande repercussão nacional e internacional, e produzirão forte impacto na agenda política brasileira de 2025. Veja algumas hipóteses sobre o que pode acontecer
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, autor das denúncias apresentadas ao STF: julgamento do ex-presidente não representará só a possível punição dele e dos demais envolvidos, mas a definição de até onde vai a tolerância institucional a um movimento político que tentou a ruptura democrática.
AP Photo/Eraldo Peres
Isabela Kalil, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Além dos desafios jurídicos, o Brasil enfrenta o dilema social e político de lidar com um amplo espectro de apoiadores que tendem a manter seu apoio ao ex-presidente mesmo após a denúncia
Trump sinalizou com a possibilidade de tarifas punitivas de até 100% para produtos de países do BRICS que adotem moedas locais ou outros sistemas de pagamentos. Saída para o Brasil é uma política externa pendular, que articule movimentos de aproximação com ambos os polos globais (EUA e China).
AP Photo/Jose Luis Magana
Para o Brasil, a adoção de uma política externa pendular, que articule movimentos de aproximação com ambos os polos globais (EUA e China), pode ser uma saída para proteger seus interesses nacionais e garantir relevância no sistema internacional.
O presidente da China, Xi Jinping, à esquerda, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, posam para fotos com seus acordos bilaterais no palácio da Alvorada em Brasília, Brasil, em novembro de 2024.
AP photo/Eraldo Peres
Estratégias, desafios e oportunidades na construção de laços econômicos e diplomáticos no cenário global.
A securitização da economia internacional representa o processo em que temas como tarifas comerciais e uso de moedas alternativas ao dólar passam a ser vistos como ameaças à segurança do Estado, justificando ações emergenciais e excepcionais. É o que a futura administração de Donald Trump tenderá a fazer a partir do ano que vem.
AP Photo/Heather Khalifa
Nova ordem geoeconômica mundial, com suas novas tarifas comerciais e uso de moedas alternativas ao dólar passarão a ser vistos por países como os Estados Unidos como ameaças à segurança do Estado
A presidência brasileira obteve conquistas importantes para a nossa política externa e também para a ordem internacional baseada em regras e cooperação que busca preservar.
Silvia Izquierdo/ AP
Flavia Loss de Araujo, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
O Brasil conseguiu apoio nos principais temas que propôs: o combate à fome e a necessidade de taxar os super-ricos. As ações concretas dependerão dos esforços de cada país e da correspondente pressão de suas sociedades civis.
Manifestantes brasileiros protestam contra o Supremo Tribunal Federal e “agradecem a Elon Musk, dono do X (antigo Twiter): Brasil ocupa lugar privilegiado na rede transnacional de desinformação e manipulação a respeito de um suposto modelo de perseguição e autoritarismo, representado pelo STF.
AP Photo/Ettore Chiereguini
Isabela Kalil, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Para a extrema-direita brasileira, a imagem consolidada de um “Brasil autoritário”, que baniu o X (antigo Twitter), serve como ferramenta de mobilização e legitimação, fortalecendo o movimento de anistia dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro
Trump discursando na Bolsa de Valores de Nova York, durante a campanha eleitoral: Vitória do republicano poderá conferir aos EUA a capacidade de exportar efeitos de suas políticas monetárias como medidas expansionistas para sustentar a sua economia.
AP Photo/Alex Brandon)
Euzébio de Sousa, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Vitória do republicano poderá conferir aos EUA a capacidade de exportar efeitos de suas políticas monetárias como medidas expansionistas para sustentar a sua economia
Trump, a primeira-dama Melania e o filho Barron, durante a festa em comemoração pela vitória: com a presidência e a maioria republicana na Câmara e no Senado, poder quase absoluto.
AP Photo/Lynne Sladky
Aldo Fornazieri, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
O cristianismo dos evangélicos radicais é antidemocrático. Evangélicos e trumpistas constroem um buraco negro que esparge a escuridão pelo mundo e ameaça engolir a democracia.
Segundo presidente da história a vencer duas eleições em separado, e único condenado pela justiça a assumir o cargo, Trump retoma o poder com mais apoio popular, mais confiante e mais radical na sua proposta de virar as costas para o mundo.
AP Photo/Alex Brandon
Flavia Loss de Araujo, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Isolacionismo, xenofobia, revalorização dos combustíveis fósseis, descaso com as mudanças climáticas, guerra comercial com a China e enfraquecimento da ordem liberal internacional estão entre os efeitos esperados da escolha dos americanos que afetará profundamente o planeta
A persistente baixa participação das mulheres nos espaços de decisão política no Brasil reflete o descaso de muitos partidos políticos com o cumprimento da legislação eleitoral, que determina o registro obrigatório de uma cota de 30% de candidaturas femininas, mas não fiscaliza a efetividade das campanhas.
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebon / Agência Brasil
Tathiana Chicarino, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Lei que obriga os partidos a reservarem 30% de suas candidaturas para cada gênero segue gerando distorções, e na prática a representatividade feminina na política brasileira continua menor do que em países como a Coreia do Norte e a Arábia Saudita
Mesmo quando conduzidas com rigor metodológico, as pesquisas podem falhar em captar com precisão o comportamento do eleitor diante da urna. O ambiente político e social é dinâmico e, muitas vezes, imprevisível, especialmente nos dias que antecedem as eleições.
Beto Vasques, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Com a crescente pulverização de institutos de pesquisa, multiplicam-se também os erros - inadvertidos ou não - que influenciam negativamente a credibilidade das pesquisas
A imagem de Elon Musk e sua briga forjada contra Alexandre de Moraes domina o noticiário no Brasil, e deve se intensificar neste sábado 7 de setembro, quando a extrema-direita “patriótica” irá às ruas protestar contra seus piores “inimigos”: o Supremo Tribunal Federal e o Estado de Direito como um todo.
AP Photo/Eraldo Peres
Beto Vasques, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Ao transformar a rede social em aparato político-comunicativo a favor de interesses comerciais e delírios políticos, Musk coleciona desavenças com autoridades do mundo todo
Diretor de Relações Institucionais do Instituto Democracia em Xeque e Professor de Comunicação Política, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Bibliotecário, historiador e coordenador do Curso de Graduação em Biblioteconomia da FESPSP, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Doutor em Economia e codiretor do Centro de Pesquisa em Macroeconomia e Desigualdades (Made/USP), Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)